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©  Copyright by Fernando Bernardo

produzido por

com fotos de Daniel Costa e Eduardo Amayo

Muito prazer, Fernando Bernardo.

NOVA MARCA NASCE COM 26 ANOS DE EXPERIÊNÇA E ESPAÇO PARA CRESCER

O luthier criador é um artista que vê cada instrumento de madeira como uma árvore traduzida em música. É como vemos nossos violões.

 

A criação artística surge da combinação de ideias e esforços contínuos, em permanente evolução, mas a mera união desses fatores pode não bastar, mesmo para o mais consciente dos artesãos. Assim como nem toda boa árvore dá sempre a melhor madeira, nem sempre um bom artesão irá produzir um bom violão.

 

Traduzir a ideia de um violão acústico em um objeto real requer, antes de tudo, um estado de espírito extremamente peculiar. Para conseguir inventar uma árvore musical e avaliá-la com precisão, o artesão precisa poder cultivar em si mesmo um estado mental sutil, produzido por pelo menos dois fatores: a constante vibração interna em busca de novos espaços – mentais ou físicos -, e a paz e tranquilidade oriundas da descoberta desses campos inexplorados e do que brotar deles.

 

A mente do luthier criador requer tal pureza de espírito para evoluir. Ao cultivar a exploração de possibilidades, ele reconhece a constante necessidade de buscar o desconhecido. Só assim terá condições de criar de forma legítima, honesta, que leve sua produção a traduzir tão exatamente quanto possível o desejo de fazer árvores criar acordes. Ao dar-se ao mundo a partir desse movimento, sempre quererá propiciar o melhor de si. E este melhor nunca será, em si, o mesmo, cada peça será única.

 

O verdadeiro artista jamais se satisfaz com menos, pois de nenhum outro modo consegue encontrar paz para criar. E será capaz de ultrapassar qualquer circunstância para manter-se íntegro. A ponto de não apresentar nada não considere tão bom quanto a ideia original. Não oferece frutos precoces.

 

Nem sempre é fácil ter essa coerência entre si mesmo e o mundo que o cerca. Manter constante esse estado de equilíbrio pode requerer a coragem de derrubar uma árvore. É preciso paciência para cultivá-la, mas pode ser necessário destruí-la. Parar. Recomeçar do zero.

 

Alguns desses movimentos, aparentemente bruscos, podem ser incompreensíveis quando examinados com base num "mapa do sucesso". Mas não há alternativa para o verdadeiro criador de arte. Sua preocupação central é com a qualidade, não com seu resultado financeiro. Ele reconhece esse compromisso como único caminho para sempre crescer e melhorar. Ficar rico é mais fácil que ser feliz e realizado.

 

Ao tornar essa integridade em parte integrante de sua criação, desenvolverá, nele e em seu público, a convicção de que sempre faz o melhor possível. Toda sua criação, em cada nova etapa, tem essa característica. Nada mais pode conferir à sua produção um determinado selo de qualidade. Não impresso no corpo, mas gravado nos sons de tudo o que nos seja dado por sua mente, por suas mãos. Em almas. Árvores que cantem um mesmo nome.

 

Para um luthier criador, tal distinção não vem da ambição de ser maior ou melhor. Vem do genuíno contentamento de oferecer-nos a possibilidade de provar bons frutos da árvore do desejo, expressões concretas de sua vontade. De dar meios à vazão de traduções vivas de estados de espírito dos instrumentistas que usem peças criadas por ele, boas o bastante para dar voz às suas personalidades. Árvores que doem vozes à posteridade.

 

Assim surge a imediata ligação entre a excelência de produtos artísticos e a identidade de seus autores. O nome de um criador passa a servir como marca de referência, como no clássico exemplo da produção dos Stradivari, objeto de desejo de dez entre dez violinistas: Stradivarius.

 

O nome de um artista deve bastar. Esse é o nosso ideal. Queremos fazer o mundo cantar com árvores que digam nosso nome. Respeitar e honrar madeira, músicos, e ouvintes. Somos todos ramos da mesma árvore de desejos de expressão, cujos frutos são as músicas criadas no vento pelas mãos que percutem as cordas dos instrumentos que já criamos e produzimos. E de todos os violões que assinaremos, daqui por diante, em nosso compromisso com a alta lutheria.

 

E essas novas criações serão exclusivamente instrumentos acústicos*. Vamos construir violões, violas e cavacos, que trarão essencialmente as qualidades acústicas que regem o meu trabalho.  

 

Por isso mudamos, transplantados para um novo campo. Seremos os mesmos, mas com mais espaço para crescer.

 

E uma nova marca: Fernando Bernardo Acoustic Handmade Guitars

 

Fernando Bernardo, luthier (o mesmo da Beluthier, com “Be” de Bernardo)

 

* A parte elétrica pode acompanhar meus instrumentos, eventualmente, mas a prioridade é que mantenham suas qualidades, acústica e de tocabilidade.

A NEW BRAND, BORN FROM 26 YEARS OF EXPERIENCE, WITH ROOM TO GROW

The creative luthier is an artist who sees every wooden instrument as a tree translated into music. That's how we look at our guitars.

Artistic creation comes from the combination of ideas and continuous efforts, in permanent evolution. But these factors alone may not suffice, even for the most discerning craftsman. A good tree will not always provide the best wood, and a good craftsman might not always produce his finest guitar.

 

The translation of an idea for an acoustic guitar into a real one requires, above all, an extremely peculiar state of mind. In order to invent a musical tree and evaluate it well, the craftsman must be able to cultivate in himself a subtle state of mind, produced by at least two factors: a constant internal vibration in search of new spaces – mental or physical –, and peace and tranquility, derived from what he discovers on uncharted territory.

 

The mind of the creative luthier requires such spiritual purity to evolve. In cultivating the exploration of possibilities, he recognizes the need for a constant pursuit of the unknown. Only then will he be able to create in a legitimate, honest way, so that his production translates as accurately as possible his desire to make trees create chords. In that sense, he will always want to provide the best of himself in his offerings. And those results will never be the same in themselves, each piece shall be unique on its own.

 

The true artist is never satisfied with less. He’ll not find peace to create otherwise. And he’ll go beyond any circumstance to keep himself whole. Even by refusing to present what he doesn’t consider on par with an original idea. No unripe fruits are ever picked.

 

But keeping this coherence between his self and the world around him is not always an easy task. The constant achievement of that balance might require the courage to cut down a whole tree. It takes patience to cultivate it, but it may be necessary to destroy it. Stop. Restart from scratch.

 

Some of these seemingly abrupt movements might be hard to understand from a standpoint of “traveling the road to (commercial) success”. But for a true creator of art there is no alternative. His main concern is with quality, not what it could provide finantially. He recognizes such commitment as the only path for permanent improvements. Getting rich is easier than being happy and fulfilled.

 

He will turn integrity into a must for his whole creation. That will develop and reaffirm a personal and public conviction that he always gives his best, no matter what. Nothing else can grant a certain seal of quality to his production. Not one engraved on the body, but imprinted on the sounds of what he gives us with his mind and hands. On souls. Tress that sing the same name.

 

So, for a creative luthier, such distinction is not a result of the ambition to be greater or better. It comes from being genuinely content as he offers us tastes of ripe fruits from the tree of desire. As he fulfills his aim to provide tools that can translate the souls of instrumentalists who play the products he's created for them, adding personality to their voices. Trees that give voices to posterity.

 

That’s what brings the immediate association between the excellence of an artistic product and its author’s identity. The name of a creator becomes a brand in itself, a reference, as in the classic example of the production of the Stradivaris, object of desire of ten among ten violinists: Stradivarius.

 

The artist’s name should suffice. This is our ideal. We want to make the world sing with trees that call out our name. Respect and honor wood, musicians, and listeners. We are all branches from the same tree of desires in expression, whose fruits are the musical pieces created in the wind by the hands that play the instruments we have already designed and built. And of all the instruments we will sign, hereafter, in our commitment to high craftmanship. 

 

Those new creations will be exclusively acoustic instruments*. We will build guitars, violas and cavacos, which in essence will bring the same acoustic qualities that have always driven my craft.  

That's why we have moved, transplanted to a new field. We will be the same there, but with more space to grow. 

 

And a new brand name: Fernando Bernardo Acoustic Handmade Guitars.

 

* An electric system might eventually be a part of my instruments, with the permanent priority to their acoustical qualities and playability.